Três cidadãos do Lesoto foram formalmente acusados de homicídio após um tiroteio ocorrido na África do Sul, que provocou a morte de 13 pessoas no passado dia 9 de junho. A informação foi confirmada por uma fonte judicial.
Os suspeitos, com idades entre 26 e 34 anos, foram identificados por sobreviventes do ataque. O Ministério Público sul-africano confirmou que alguns dos 14 sobreviventes conseguiram reconhecer os alegados autores do crime.
O ataque aconteceu nos subúrbios de Cleveland, próximo de Joanesburgo, numa área de barracas situada junto a antigas minas de ouro desativadas. Segundo a polícia, cerca de dez homens armados invadiram duas habitações durante a noite e abriram fogo antes de fugirem.
As autoridades acreditam que o ataque esteja relacionado com disputas territoriais entre grupos que exploram ilegalmente minas abandonadas. Muitos dos envolvidos são conhecidos como "zama-zamas", garimpeiros ilegais que atuam em minas desativadas na África do Sul em busca de ouro e outros minerais.
De acordo com investigações divulgadas pelo site Daily Maverick, entre as vítimas estavam homens e mulheres, incluindo cidadãos da África do Sul, Moçambique e Zimbábue. As autoridades afirmam que milhares de garimpeiros ilegais operam em poços abandonados, atividade frequentemente associada ao crime organizado e a confrontos violentos.
