O jornalista Jersild Chirindza pronunciou-se sobre o incidente envolvendo o jornalista Clemente Carlos e um membro do protocolo presidencial durante as celebrações do Dia da Independência, na Praça dos Heróis, em Maputo.
Na sua reação, Chirindza considerou que situações de tensão entre a imprensa, a organização e os agentes de segurança são frequentes em eventos de grande dimensão, uma vez que cada interveniente procura desempenhar as suas funções dentro das regras estabelecidas.
O jornalista reconheceu que podem existir excessos, mas questionou a necessidade de se recorrer imediatamente ao debate sobre leis e direitos em consequência de um simples empurrão. Acrescentou ainda que o facto de um jornalista estar em directo não lhe confere automaticamente liberdade total de circulação em áreas sujeitas a restrições.
“Todo jornalista que cobre eventos de alta envergadura sabe que empurrões entre a organização, a segurança e a imprensa são comuns. Tem havido excessos? Sim. Mas chamar à colação de Leis e Direitos por um simples empurrão? Os jornalistas andam excessivamente sensíveis”, afirmou.
A declaração surge após a divulgação de imagens que mostram Clemente Carlos a ser empurrado durante o exercício das suas funções jornalísticas.
