
Cinco cidadãos moçambicanos foram alvejados mortalmente pelas autoridades sul-africanas após alegadamente terem abat!do dois rinocerontes para a extra ção dos seus chifres, que seriam posteriormente comercializados no mercado negro.
Segundo informações divulgadas, os indivíduos teriam invadido uma área de conservação na África do Sul com o objectivo de praticar caça furtiva, uma atividade que continua a ameaçar a preservação de espécies protegidas naquele país.
As autoridades sul-africanas indicam que os suspeitos foram interceptados durante uma operação de combate à caça ilegal, culminando num confronto que resultou na morte dos cinco moçambicanos.
O comércio ilegal de chifres de rinoceronte continua a movimentar milhões de dólares no mercado clandestino internacional.
Estimativas apontam que o preço do chifre pode variar entre 60 mil e 66 mil dólares norte-americanos por quilograma, dependendo da espécie, da pureza e da rota de tráfico utilizada. Um único chifre de rinoceronte pode pesar entre um e cinco quilogramas, tornando o produto altamente lucrativo para redes criminosas ligadas ao tráfico de fauna bravia.
Grande parte da procura vem de países asiáticos, como Vietname e China, onde os chifres são frequentemente associados a símbolos de riqueza, influência e prestígio social, além de serem usados em práticas da medicina tradicional.
As autoridades ambientais sul-africanas têm reforçado operações de vigilância nas reservas naturais devido ao aumento de casos de caça furtiva envolvendo cidadãos estrangeiros, incluindo moçambicanos.