António Muchanga recusou formalmente a proposta da Renamo para um entendimento amigável que visava o abandono da acção judicial que interpôs contra o partido.
O político, que contesta em tribunal a sua suspensão, afirma que não existem condições morais para recuar, sublinhando que pretende levar o caso até ao fim para que a decisão sirva de exemplo sobre o funcionamento democrático dentro das organizações políticas.
O advogado de Muchanga explicou à imprensa que a Renamo tentou junto do tribunal cancelar o processo e tentar resolver o diferendo fora das salas de audiência. Contudo, a proposta foi rejeitada por falta de confiança.
Muchanga aproveitou a ocasião para lançar duras críticas à gestão de Ossufo Momade, afirmando que o actual presidente, Ossufo Momade, "não é o partido". O político destacou a existência de vários membros descontentes com o rumo da organização e defendeu que o líder da Perdiz, deveria abdicar do cargo.
Com este posicionamento, o braço-de-ferro jurídico entre Muchanga e a liderança da Renamo promete continuar a agitar os bastidores políticos, numa altura em que a coesão interna do maior partido da oposição continua a ser colocada à prova.
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