
Na ocasião, Malema incitou à violência depois de um incidente entre um membro do EFF e um homem branco. Entre as frases citadas no processo estão: “Nenhum homem branco vai me bater” e “Você nunca deve ter medo de matar”. O tribunal concluiu que as palavras demonstraram “intenção de incitar danos”.
O EFF, partido de extrema-esquerda fundado por Malema, alegou que as declarações foram retiradas do contexto.
A decisão reacende polêmicas em torno do deputado, que já havia enfrentado processos semelhantes. Em um caso anterior, foi condenado por entoar um cântico da era do apartheid com referências a agricultores brancos africâneres, decisão posteriormente anulada.
Além das controvérsias internas, Malema tornou-se figura de destaque internacional. Um vídeo seu chegou a ser exibido pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, durante encontro com Cyril Ramaphosa, no qual acusou o governo sul-africano de permitir ataques contra fazendeiros brancos. Pouco depois, Washington suspendeu toda a ajuda financeira ao país, alegando políticas “antibrancas e antiamericanas”.
Apesar de ser deputado, Malema não ocupa cargos governativos. Ainda assim, enfrenta fortes críticas em território nacional e internacional pelas suas posições radicais, incluindo manifestações públicas de apoio ao grupo palestiniano Hamas. Neste ano, já viu o Reino Unido recusar-lhe duas vezes o visto de entrada.
O Tribunal de Igualdade sul-africano ainda não definiu qual será a punição aplicada, que pode variar entre um pedido público de desculpas, pagamento de indemnização ou mesmo abertura de processo criminal.