
Grande parte dos motoristas que atua no transporte semi-coletivo na capital moçambicana circula sem a devida habilitação para conduzir passageiros.
Segundo o próprio grupo de profissionais, esta realidade resulta da morosidade e do excesso de burocracia no processo de averbamento das cartas de condução, o que acaba por deixá-los em situação irregular perante a lei.
O Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) alerta que esta prática está diretamente ligada ao elevado índice de sinistralidade rodoviária na cidade.
Estima-se que apenas em Maputo circulem cerca de três mil chapeiros, muitos sem a carta adequada, colocando em risco milhares de passageiros que, diariamente, dependem deste serviço sem qualquer garantia de segurança.