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ANAMOLA denuncia morte de coordenador em Zavala e exige investigação independente





O partido ANAMOLA denunciou a morte de António Siquela, coordenador da Aliança de Ouro (ALO), uma organização social do partido constituída por anciãos, no povoado de Massava, distrito de Zavala, província de Inhambane, alegadamente após ter sido interceptado e agredido por agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).

A morte foi confirmada esta quinta-feira, 22 de Outubro, segundo um comunicado divulgado pela formação política.

Na nota de pesar e repúdio, o partido manifesta profunda consternação com o sucedido e exige o esclarecimento urgente das circunstâncias da morte, através de uma investigação independente e transparente, bem como a responsabilização dos eventuais autores, nos termos da lei.

O ANAMOLA considera que nenhuma divergência política pode justificar actos de violência e defende que as autoridades competentes devem esclarecer os factos e garantir que a justiça seja feita.

O caso surge num contexto de denúncias de alegada perseguição política contra membros e apoiantes do ANAMOLA. Recentemente, o partido concedeu um prazo de dez dias ao Presidente da República, Daniel Chapo, para se pronunciar sobre as situações denunciadas, exigindo uma posição pública e medidas concretas para travar a violência política.

No âmbito dessas denúncias, a formação política tem exigido a investigação de mortes, raptos e agressões que afirma envolverem os seus membros e apoiantes. As acusações carecem de apuramento independente, e a responsabilidade dos alegados envolvidos deverá ser determinada pelas autoridades competentes.

Na mesma nota, o ANAMOLA endereça condolências à família de António Siquela, aos amigos, aos companheiros de luta e à comunidade de Massava, reiterando a exigência de verdade, justiça e respeito pela vida humana.

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