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Projecto Coral Sul abre portas a mais de cem empresas moçambicanas na Bacia do Rovuma

 


 O projecto de gás natural Coral Sul, na Bacia do Rovuma, já não é uma promessa de futuro, mas sim uma realidade consolidada que está a dinamizar a economia nacional.

Durante a XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP), realizada em Maputo, a Directora-Geral da ENI Moçambique, Marica Calabrese, revelou que as oportunidades geradas pelo setor vão muito além da simples produção e exportação de Gás Natural Liquefeito (LNG).

De acordo com a executiva, numa reportagem da MBC, o balanço actual do projeto demonstra um forte compromisso com o conteúdo local. Neste momento, a ENI trabalha directamente com mais de 100 empresas moçambicanas e já injectou cerca de 1 bilião de dólares (mil milhões de dólares) na economia através de contratos assinados com fornecedores locais.

Além do impacto financeiro, o projecto Coral Sul tem sido um motor na geração de emprego, sendo responsável pela criação de mais de 1.400 postos de trabalho, entre directos e indirectos, para cidadãos nacionais.

Durante o painel focado em industrialização e conteúdo local, Marica Calabrese fez questão de sublinhar que o sucesso na indústria extrativa não surge do dia para o outro. O desenvolvimento do sector exige tempo, forte investimento e um esforço conjunto entre o Governo, as autoridades, os operadores e a própria classe empresarial moçambicana.

Aos empresários nacionais presentes na CASP, a Directora-Geral deixou um desafio claro: o foco não deve ser apenas garantir contratos exclusivos com a ENI, mas sim investir seriamente na capacitação e na competitividade.

“Se essas empresas são competitivas, elas vão ter um contrato com a ENI, com a Exxon, com a Total… e pode ser também com outras empresas e também no estrangeiro”, destacou a líder da petrolífera italiana, apontando a internacionalização como o próximo passo lógico para o setor privado moçambicano.

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