Escapou à pena de morte por tráfico de droga, mas foi condenada à prisão perpétua. A moçambicana Matilde, actualmente com 40 anos de idade, foi detida em 2009, quando tinha cerca de 23 anos, no aeroporto da Indonésia, na posse de 505,2 gramas de heroína, tendo sido posteriormente julgada e condenada pelas autoridades daquele país.
Dezassete anos após a sua detenção, Matilde denuncia, através da família, ao #SocorroMatavel, o agravamento das condições em que se encontra encarcerada.
Segundo informações avançadas pela própria reclusa à família, foi recentemente transferida para uma cela de isolamento, onde alega enfrentar maus-tratos, falta de assistência médica e medicamentosa, alimentação insuficiente e restrições de contacto com outras reclusas.
A família disse à Miramar
que em 2009, Matilde recebeu, no Aeroporto Internacional de Maputo, uma encomenda destinada à Indonésia, local de residência do namorado, na altura.
Matilde sustenta que lhe foi dito tratar-se de uma peça de carro para entrega naquele país asiático.
Contudo, durante a inspecção realizada pelas autoridades indonésias, foi alegadamente encontrada heroína escondida no interior do objecto, facto que culminou com a sua detenção e posterior condenação à prisão perpétua.
A Miramar sabe que no mesmo dia outros cidadãos asiáticos foram detidos naquele aeroporto por terem desembarcado com droga.
A família disse à Miramar estar preocupada com o estado de saúde e as condições em que Matilde se encontra encarcerada, apelando à intervenção das autoridades moçambicanas e dos serviços consulares para que lhe sejam garantidos cuidados médicos, acesso a medicamentos, alimentação adequada e a transferência para uma cela com condições consideradas normais.
"Fui transferida para uma cela com ratos", lê-se na carta que a Miramar teve acesso.
A Miramar já iniciou contactos com as autoridades moçambicanas e oportunamente avançará com mais detalhes sobre a situação da reclusa moçambicana que foi condenada por toda a vida.
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