A família do ex-presidente zambiano Edgar Lungu venceu a batalha judicial contra o Governo da Zâmbia, liderado pelo presidente Hakainde Hichilema, após uma decisão da Suprema Corte da África do Sul.
O tribunal reconheceu o direito da família de decidir o local de sepultamento do antigo chefe de Estado, colocando fim a uma disputa que se prolongava desde a sua morte, ocorrida a 5 de junho de 2025.
Durante quase um ano, os restos mortais de Edgar Lungu permaneceram num necrotério na África do Sul devido a divergências entre os familiares e as autoridades zambianas. O Governo defendia que o ex-presidente fosse enterrado no cemitério presidencial oficial, enquanto a família reivindicava o direito de escolher o local da cerimónia fúnebre.
Com a decisão judicial agora anunciada, o impasse é considerado encerrado, concluindo um caso que gerou amplo debate e atenção em vários países da África Austral.
