O caso da mulher que deu à luz no chão após alegadamente não receber assistência adequada numa unidade sanitária do distrito de Lichinga continua a gerar indignação.
Em reação ao incidente, o diretor do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Ação Social confirmou a suspensão imediata de toda a equipa que se encontrava de serviço no dia da ocorrência, incluindo uma enfermeira e uma agente de serviço.
Segundo o responsável, a parturiente dirigiu-se à maternidade acompanhada por familiares, mas terá sido orientada a procurar outra unidade sanitária. Pouco depois, acabou por entrar em trabalho de parto e deu à luz no exterior da unidade, sendo assistida por uma estagiária.
"As camas da maternidade estavam disponíveis. O comportamento registado não é admissível no setor da saúde", afirmou o diretor.
As autoridades de saúde consideram a conduta dos profissionais envolvidos incompatível com os princípios éticos da profissão e classificam a atuação como condenável.
Além da suspensão por cerca de 60 dias, sem remuneração, o caso foi encaminhado à Inspeção Provincial de Saúde, que irá conduzir uma investigação para apurar responsabilidades.
Caso sejam reunidas provas suficientes de negligência ou violação das normas profissionais, os envolvidos poderão enfrentar um processo disciplinar que pode culminar com a expulsão do setor.
Entretanto, as autoridades garantem que a mãe e o recém-nascido encontram-se em bom estado de saúde.
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