O Governo reagiu às denúncias pela Associação dos Profissionais de Saúde, sobre a alegada existência e administração de medicamentos fora do prazo ou em condições impróprias nas unidades sanitárias do país, exigindo provas concretas e condenando o que considera ser uma tentativa de criar instabilidade social.
O posicionamento foi apresentado pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que questionou a forma como as denúncias têm sido feitas e defendeu que acusações desta natureza devem ser acompanhadas de evidências claras.
“Se há medicamentos podres nos hospitais, que apresentem provas e parem de criar agitação”, declarou o governante, acrescentando que “o País não precisa de pessoas que só querem incendiar o ambiente, em vez de ajudar a encontrar soluções”.
O Executivo considera preocupante que determinadas denúncias sejam lançadas publicamente sem a apresentação formal de elementos que permitam responsabilizar os envolvidos ou desencadear investigações concretas. Ainda assim, o Governo reconhece que, caso existam situações reais de administração de medicamentos impróprios, estas devem ser tratadas com máxima seriedade.
“Porque se um enfermeiro ministrou isso, então não está bem”, afirmou o porta-voz, admitindo implicitamente a gravidade que um eventual caso desta natureza representaria para o Sistema Nacional de Saúde.
As declarações surgem num contexto de crescente pressão sobre o sector da saúde, marcado por denúncias recorrentes de falta de medicamentos, degradação das condições hospitalares, escassez de profissionais e dificuldades logísticas nas unidades sanitárias.
