
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmou que não há espaço para a xenofobia na África do Sul, numa altura em que o país volta a registar protestos e ataques contra imigrantes em algumas regiões.
Em carta aberta divulgada recentemente, Ramaphosa condenou os atos violentos dirigidos a estrangeiros, sublinhando que tais ações não representam o povo sul-africano nem a posição oficial do Governo. O Chefe de Estado apelou à convivência pacífica e ao respeito entre os cidadãos.
O governante reconheceu, no entanto, que a imigração ilegal continua a ser um desafio para o país, alegando que a situação exerce pressão sobre serviços públicos como saúde, habitação e segurança, sobretudo nas comunidades mais desfavorecidas.
Nas últimas semanas, vários países africanos manifestaram preocupação com a segurança dos seus cidadãos residentes na África do Sul. Moçambique, Nigéria e Gana acompanham atentamente a situação, enquanto autoridades moçambicanas reforçam medidas de apoio aos compatriotas que pretendam regressar ao país.
A África do Sul tem enfrentado episódios recorrentes de violência xenófoba ao longo dos últimos anos, situação que continua a gerar preocupação dentro e fora do continente africano.