O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, voltou a defender uma maior integração económica africana, destacando a necessidade de o continente avançar para uma moeda única sustentada pelos seus próprios recursos naturais, em vez de depender do dólar norte-americano ou do euro.
Segundo a visão defendida por Kagame, a África, apesar de ser um dos continentes mais ricos em recursos naturais, continua economicamente fragmentada, com dezenas de moedas nacionais que dificultam o comércio e a integração regional.
Atualmente, os países africanos utilizam diferentes moedas nacionais, o que limita as trocas comerciais entre Estados e aumenta a dependência dos sistemas financeiros internacionais.
A mensagem atribuída ao líder ruandês centra-se em quatro pilares principais:
- Uma moeda única;
- Um mercado comum;
- Um passaporte africano;
- Um futuro partilhado para o continente.
O debate sobre uma moeda africana comum não é novo. O antigo líder líbio, Muammar Gaddafi, foi um dos principais defensores da criação de um dinar africano apoiado pelos recursos do continente.
A proposta ganhou destaque durante o seu mandato, mas nunca chegou a ser concretizada.
Os defensores desta visão argumentam que a África possui uma parte significativa das reservas mundiais de minerais, além de ser uma importante produtora de cacau, ouro e petróleo.
Para estes, uma maior integração económica permitiria ao continente reduzir a dependência de moedas estrangeiras e reforçar a sua soberania financeira.
A posição de Kagame reacende, assim, o debate sobre o futuro da integração africana e sobre os mecanismos necessários para fortalecer a autonomia económica dos países do continente.
Fonte
Por DMG TV / Digital Mídia Global TV
