O processo de consignação de espectro radioelétrico para a rede 5G em Moçambique entrou numa fase decisiva. As três principais operadoras do mercado nacional submeteram as suas candidaturas ao regulador, marcando um passo estratégico para a transformação digital do país.
A Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM) realizou, na última sexta-feira, a sessão pública de abertura das propostas para a atribuição de frequências destinadas à tecnologia 5G. O ato contou com a participação da Tmcel, Vodacom Moçambique e Movitel, que buscam operar nas faixas estratégicas de 700 MHz, 2.6 GHz e 3.5 GHz.
Segundo as informações tornadas públicas, a introdução desta tecnologia não é apenas um avanço técnico; é vista pelo regulador como um pilar fundamental para a modernização da economia moçambicana. Espera-se que a rede 5G traga maior velocidade e capacidade, suporte para um tráfego de dados mais denso, impulso à inovação através de novas aplicações digitais e o reforço da competitividade das empresas nacionais num mercado global conectado.
O INCM foi claro quanto às exigências impostas às operadoras. A concessão de frequências está condicionada a obrigações que transcendem o lucro.
Primeiro, as operadoras devem garantir um crescimento gradual da rede a nível nacional. Segundo, existe uma prioridade estratégica voltada para as zonas rurais e periurbanas, visando reduzir o fosso digital no país. Por fim, o cumprimento de padrões rigorosos de performance de rede é uma exigência inegociável, assegurando a qualidade de serviço prestada aos consumidores moçambicanos.
Com a abertura das propostas, segue-se agora a fase de avaliação técnica e regulatória, que ditará o ritmo da implementação faseada da infraestrutura 5G em todo o território nacional. Este movimento posiciona Moçambique num patamar mais elevado no que toca à infraestrutura de telecomunicações na região da SADC.
