
Um caso revoltante e profundamente triste está a comover a cidade de Maputo e a província de Gaza. Um homem perdeu a vida após descobrir que o próprio filho lhe mentiu durante sete anos, fingindo frequentar uma universidade onde, na verdade, nunca chegou a estudar.
Tudo começou em 2018, quando Jorge tentou ingressar na universidade, mas não conseguiu ser admitido. Com medo de decepcionar o pai — um trabalhador nas minas da África do Sul — decidiu esconder a verdade e afirmou que havia sido aprovado.
Orgulhoso e feliz com a suposta conquista do filho, o pai não poupou esforços: alugou um condomínio na cidade de Maputo, pagando cerca de 15 mil meticais mensais, além de enviar 35 mil meticais todos os meses para despesas, incluindo propinas e alimentação.
Durante anos, o jovem manteve a farsa, levando uma vida financiada pelo sacrifício do pai. A situação começou a ganhar contornos ainda mais graves quando, dois anos depois, a mãe decidiu visitar a instituição para acompanhar o desempenho do filho. Para seu choque, foi informada de que o nome de Jorge não constava em nenhum registo académico.