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EX-PRESIDENTE DA ZÂMBIA CONTINUA SEM ENTERRO QUASE UM ANO APÓS A MORTE

 


Quase um ano depois da sua morte, o ex-Presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, continua sem sepultura, num dos episódios mais polémicos e constrangedores da história política recente do país.


Edgar Lungu faleceu a 5 de junho de 2025, na África do Sul, onde recebia tratamento médico. No entanto, até ao momento, o seu corpo permanece sem enterro oficial, devido a uma intensa disputa entre a família e o Governo zambiano sobre o local, o tipo de cerimónia e a gestão dos restos mortais.


A família do antigo estadista defende um enterro privado, alegando que essa teria sido a vontade expressa de Lungu em vida. Do outro lado, o Governo insiste na realização de um funeral de Estado, com a repatriação do corpo para território nacional, argumentando que Lungu foi Chefe de Estado e deve ser homenageado como tal.


A divergência rapidamente ultrapassou o plano familiar e transformou-se num conflito político e jurídico, com decisões judiciais contraditórias, acusações públicas e trocas de responsabilização que mantêm o corpo retido há meses, numa situação considerada por muitos como desumana e vergonhosa.


Analistas políticos e líderes religiosos alertam que o impasse está a manchar a imagem internacional da Zâmbia e a ferir valores culturais africanos profundamente enraizados, que defendem o respeito pelos mortos e a dignidade no luto.


Enquanto o braço-de-ferro continua, cresce a indignação popular e a pressão para uma solução urgente. Para muitos cidadãos, independentemente das divergências políticas, Edgar Lungu deve, finalmente, ter um descanso digno.


Até lá, a Zâmbia permanece refém de um conflito que mantém um ex-Presidente sem paz e um país dividido até depois da morte.

Fonte Vanduz TV 

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