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CASO BCI: TRIBUNAL DIZ QUE ARGUIDOS ENGANARAM ZANIL PARA COMPRAR DÍVIDAS DO TAVERNA

Arranca no próximo dia 18 de Maio, no Tribunal Judicial de Kamppfumo, o julgamento do caso em que o empresário Zanil Satar move contra o BCI e dois dos seus colaboradores.

Segundo o despacho de pronúncia, o Tribunal considera indiciariamente provado que os arguidos tinham pleno conhecimento de que o Grupo Taverna enfrentava graves dificuldades financeiras, não tendo capacidade para honrar as dívidas contraídas junto do banco — cerca de 100,9 milhões de meticais relativos à Nrim Hotelaria e 107,1 milhões de meticais da Sellfish Food.

Com o objectivo de assegurar o reembolso destes créditos, gestores do BCI terão aconselhado o empresário a assumir, através do seu grupo Mimmos, o trespasse das dívidas do Grupo Taverna. A operação foi concretizada, passando Zanil Satar a figurar como novo devedor, tendo procedido à liquidação integral das obrigações do grupo em dificuldades.


Os pagamentos foram realizados com base na promessa de concessão de um financiamento no valor de 600 milhões de meticais, a ser disponibilizado de forma faseada a partir de Janeiro de 2022. Neste contexto, o empresário investiu cerca de 434 milhões de meticais na aquisição e reestruturação dos activos, incluindo a regularização de fornecedores, salários e outras despesas operacionais.


Contudo, em Outubro de 2023, após sucessivos adiamentos, exigência de garantias adicionais e renovações da conta corrente caucionada em condições mais onerosas, os arguidos comunicaram ao empresário a impossibilidade de conceder o financiamento anteriormente prometido.

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