As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) desmentiram alegações que apontam o seu envolvimento na morte de 13 pescadores na Ilha de Calunga, na província de Cabo Delgado.
O esclarecimento foi feito durante um encontro comunitário realizado nos bairros Milamba e Nabubuci, em Mocímboa da Praia. Na ocasião, o coronel Orlando Fabião Matsinhe afirmou que o ataque foi levado a cabo por grupos insurgentes que utilizavam fardamento militar, com o objectivo de se fazerem passar por forças governamentais.
Segundo as FADM, este tipo de actuação visa confundir a população e comprometer a confiança nas instituições do Estado, num contexto marcado pela persistência de ataques armados na região norte do país.
O encontro contou igualmente com a participação da Polícia da República de Moçambique e da Força de Defesa do Ruanda, evidenciando a cooperação entre as forças de segurança no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.
As FADM reiteraram o compromisso de proteger as populações e garantir a segurança nas zonas afectadas, ao mesmo tempo que apelaram à vigilância e à necessidade de combater a circulação de desinformação, considerada um factor que pode agravar a instabilidade.
O posicionamento surge numa altura em que as autoridades intensificam esforços para estabilizar a região e reforçar a confiança das comunidades locais nas forças de defesa e segurança.
