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PRM frustra esquema de roubo de 1.680 litros de combustível na praia nova, na Beira beira

A Polícia da República de Moçambique (PRM) frustrou um esquema de roubo de 1.680 litros de combustível diesel na zona da Praia Nova, na cidade da Beira, tendo detido dois indivíduos com idades compreendidas entre os 38 e 42 anos.


Os suspeitos são indiciados no roubo de 84 bidões de 20 litros cada, totalizando 1.680 litros de combustível. A detenção ocorreu por volta das 19 horas do dia 22, nas proximidades do Grande Hotel da Beira, durante uma operação de fiscalização levada a cabo pela Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial.


Um dos detidos, que se apresenta como suposto comprador, afirmou que foi contactado por um motorista desconhecido que lhe propôs a aquisição de uma “bolada” de combustível a preço reduzido. O encontro para a concretização do negócio teria sido marcado para as 19 horas, na praia de Manganhe, num local considerado discreto, alegadamente para evitar suspeitas.


Segundo o mesmo, teria pago 600 meticais por cada bidão, com a intenção de revender a 1.000 meticais, visando obter lucro imediato. Contudo, entrou em contradição ao declarar que desembolsou apenas 38 mil meticais pela totalidade do combustível.


Feitas as contas, 84 bidões a 600 meticais totalizariam 50.400 meticais. Caso tenha pago 38 mil meticais, cada bidão teria custado cerca de 452 meticais, valor diferente do inicialmente apresentado, o que levanta suspeitas de omissão de informação.


Por sua vez, o motorista, proprietário da viatura utilizada no transporte, declarou ter sido contratado numa praça por 3 mil meticais, por volta das 16 horas, para transportar os bidões que estavam a ser abastecidos a partir de um camião-cisterna, nas imediações da bomba das 100 Horas, próximo à Praia Nova. 


Questionado sobre o facto de o transporte ocorrer ao entardecer, afirmou não ter considerado a situação estranha, alegando que lhe garantiram possuir documentação legal — versão que contradiz o relato do suposto comprador.


De acordo com o porta-voz da PRM, há fortes indícios de que o combustível tenha sido furtado de um navio ainda não identificado. As investigações prosseguem com vista à identificação de outros envolvidos e ao esclarecimento completo do caso.

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