
A Justiça federal dos Estados Unidos negou esta semana o pedido de libertação antecipada apresentado pelo antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang, condenado a cumprir uma pena de prisão no âmbito do caso das dívidas ocultas, informou a agência Africa Intelligence hoje, 4 de fevereiro.
Chang, de 70 anos, tinha solicitado ao tribunal a libertação antecipada com base em problemas de saúde e no facto de já ter cumprido mais de 80 % da sua pena, que inclui cerca de seis anos de detenção antes da sentença ser proferida. No entanto, os juízes federais consideraram que o antigo membro do executivo não preenche os critérios necessários para a concessão de liberdade antecipada, pelo que deverá continuar a cumprir o restante tempo de pena nos Estados Unidos.
Manuel Chang foi condenado por um tribunal em Nova Iorque por crimes relacionados com fraude, corrupção e branqueamento de capitais no chamado escândalo das dívidas ocultas, envolvendo empréstimos que levaram Moçambique a uma profunda crise financeira.
A decisão da Justiça norte-americana marca um novo capítulo na longa batalha judicial de Chang, que foi extraditado da África do Sul para os EUA em 2023 para enfrentar julgamento depois de anos de disputas legais entre Maputo, Pretória e Washington.
Fonte MOZNEWS