
Perante o caos instalado pelas cheias que cortaram a Estrada Nacional Número Um (EN1), na zona de 3 de Fevereiro, distrito da Manhiça, na província de Maputo, impossibilitando a ligação terrestre com a província de Gaza, transitória em linha recta, para o resto do país, o Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, localizado em Chongoene, na mesma província, e que desde a sua inauguração em Novembro de 2021, não tem servido o propósito para o qual foi construído, surge agora como alternativa crucial para garantir a mobilidade de pessoas e bens.
De visita de monitoria aos pontos críticos da EN1, resultado da sua submersão pelas águas do rio Incomati, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anunciou o reforço da frota de aeronaves das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), com recurso ao aluguer de um número que não especificou, mesmo perante a insistência do repórter da MBC TV, limitando-se a dizer que a transportadora passou a realizar cinco voos diários entre Maputo e Gaza, contra dois, desde o início da crise.
O aeródromo de Inhambane, localizado na capital da província, também viu o número de voos incrementados, passando a receber quatro voos diários.
Segundo João Matlombe, o reforço de aeronaves e voos, uma medida de carácter excepcional e de emergência, vai permitir que cidadãos retidos em cada uma destas três províncias, que pretendem viajar de e para Maputo, o possam fazer sem muitas restrições.
O governante avançou ainda que, a partir da próxima semana, o transporte ferroviário deverá ser retomado, assegurando a circulação de pessoas e mercadorias entre Maputo e Magude, em ambos os sentidos.