
O Fundo Monetário Internacional (FMI) encerrou esta sexta-feira (28) a missão de nove dias em Moçambique, chefiada pelo economista Pablo Lopez Murphy, com o objetivo de renegociar o Programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF).
A deslocação, iniciada a 20 de agosto, teve como foco a atualização dos principais desenvolvimentos macroeconómicos, a execução do PESOE (Plano Económico e Social e Orçamento do Estado) do primeiro semestre de 2025 e as projeções para o último trimestre do ano.
De acordo com a Carta de Moçambique, esta foi a segunda visita do FMI ao país em apenas seis meses. Na primeira, realizada em março, a instituição expressou preocupações com a contração do PIB (-4,9%) no último trimestre de 2024, consequência dos protestos pós-eleitorais, e com o agravamento do défice orçamental, fatores que aumentaram as vulnerabilidades fiscais.
Na ocasião, o FMI recomendou ao Executivo moçambicano reformas estruturais na massa salarial pública, na concessão de benefícios fiscais e na gestão da dívida, salientando que tais medidas comprometem as prioridades sociais e de investimento. Posteriormente, em comunicado, a instituição anunciou que não avançaria com as revisões previstas no âmbito do ECF.
O Governo, por sua vez, solicitou a abertura de negociações para um novo programa de apoio, alinhado com a sua estratégia de desenvolvimento. Durante a missão, a equipa do FMI reuniu-se com representantes do Executivo, do setor financeiro e do setor privado.
Recorde-se que o apoio financeiro do FMI a Moçambique foi retomado em 2022, após a suspensão em 2016 motivada pelo escândalo das “dívidas ocultas”, que abalou fortemente a economia nacional.
Fonte MozNews