A cantora sul-africana Makhadzi, vencedora de vários prémios de música, poderá ver o seu espetáculo no Festival de Música de Cheso, agendado para 31 de julho, cancelado devido ao aumento dos apelos ao boicote no Zimbabwe.
A contestação surge em resposta aos protestos anti-imigração e aos ataques contra cidadãos estrangeiros que têm ocorrido na África do Sul.
O Comissário Político Adjunto Nacional da Liga da Juventude da ZANU-PF, Taurai Kandishaya, apelou aos organizadores para cancelarem todos os eventos que contem com a participação de artistas sul-africanos.
Segundo o dirigente, os músicos que beneficiaram do apoio do público zimbabweano devem condenar publicamente os at4ques xenófobos.
"Não quero parecer divisivo ou xenófobo, mas acredito que os músicos têm influência para defender o que é certo nas nossas comunidades. Pensei que, nesta altura, Makhadzi, depois de ter feito fortuna no Zimbabwe, já tivesse condenado de forma firme o que está a acontecer na África do Sul. Por enquanto, devem actuar apenas na África do Sul até terminarmos de repatriar o nosso povo. Não podemos ter uma festa numa aldeia onde há um funeral", afirmou Kandishaya.
Numa publicação feita no seu perfil do Facebook, Kandishaya advertiu que, caso o concerto não seja cancelado, a juventude do Zimbabwe irá mobilizar-se para impedir a sua realização, embora tenha frisado que não pretende promover a violência.
"Se este espetáculo não for cancelado, nós, como juventude do Zimbabwe, estaremos lá para garantir que ele não aconteça. Não estamos a prometer violência, mas não aceitaremos este grupo no nosso país", escreveu.
Makhadzi junta-se, assim, à lista de artistas sul-africanos cujos espectáculos foram alvo de cancelamentos ou boicotes no Zimbabwe. Recentemente, o duo Mafikizolo, o cantor Musa Keys e as Qwabe Twins também enfrentaram medidas semelhantes, em consequência das tensões provocadas pelos protest0s anti-imigração na África do Sul.
Fonte Livenews48
