A Direcção Provincial de Migração de Inhambane registou, nas últimas semanas, uma redução drástica na procura de passaportes, que caiu de uma média diária de 450 documentos emitidos para apenas 120.
O recuo é directamente associado ao aumento dos casos de violência xenófoba contra cidadãos estrangeiros na África do Sul.
A Miramar sabe que até recentemente, a instituição registava uma forte afluência de cidadãos que procuravam obter o documento de viagem para trabalhar no país vizinho. "Com o escalar da onda de xenofobia, a procura registou uma baixa considerável", explicou o porta-voz da Direcção Provincial de Migração, Joaquim José.
Apesar do clima de tensão, alguns dos cidadãos que ainda submetem pedidos na cidade da Maxixe garantem que não desistiram de emigrar, planeando viajar assim que a situação de segurança se normalizar.
O principal foco de quem procura regularizar a sua situação é obter o "passaporte de mineiro", documento que viabiliza a permanência legal e prolongada em território sul-africano.
Perante a actual instabilidade, as autoridades migratórias afirmam estar em alerta máximo para monitorar a fronteira e evitar que redes de imigração ilegal aproveitem o momento de agitação social para contornar os controlos oficiais. A África do Sul continua a ser o principal destino laboral para milhares de moçambicanos da província de Inhambane, sobretudo para o sector mineiro e o comércio informal.
Fonte#tvdeprimeira
