Um residente do povoado de Mutocoma, no distrito de Gondola, província de Manica, ameaça recorrer à justiça contra o seu gGenro, a quem acusa de o ter lesado em 18 mil meticais, alegadamente através de uma falsa promessa de venda de uma machamba.
O queixoso, que pediu para não ser identificado, contou à Rádio Comunitária GESOM que, em 2023, o genro lhe apresentou uma oportunidade de adquirir uma faixa de terra considerada fértil para a prática de agricultura.
Segundo o sogro, quando manifestou interesse em conversar diretamente com o proprietário da machamba, o genro terá afirmado que isso não era necessário, garantindo que trataria de todo o processo.
"O meu genro disse que havia uma machamba à venda e que seria uma boa oportunidade porque a terra era fértil. Eu disse que queria falar com o dono, mas ele respondeu que não era necessário, que tudo seria tratado por ele. Fui ver a área, gostei e paguei os 18 mil meticais de uma só vez, porque confiava nele", relatou.
Dias depois, ao deslocar-se ao local para iniciar a limpeza do terreno, foi surpreendido pelos proprietários, que o impediram de ocupar a área, alegando desconhecer qualquer venda e afirmando que nunca tiveram intenção de alienar a machamba.
Perante a situação, o sogro dirigiu-se à residência do genro para pedir esclarecimentos e exigir a devolução do dinheiro. No entanto, segundo afirma, desde 2023 ainda não recebeu o valor pago.
Questionado sobre a relação familiar, o denunciante afirmou que nunca teve problemas com o genro, que é casado com a sua filha e com quem já tem cinco filhos.
Contactado pela Rádio Comunitária GESOM, na manhã desta segunda-feira (20), o genro reconheceu que deve os 18 mil meticais ao sogro e garantiu que pretende liquidar a dívida ainda este ano.
Segundo explicou, o negócio não se concretizou porque o proprietário da machamba teria negociado a venda sem o conhecimento da esposa. Acrescentou ainda que o dinheiro entregue pelo sogro ficou retido no bolso do marido (proprietário)e que a mulher não teve acesso aos valores.
Confrontado com a possibilidade de a situação configurar uma burla, uma vez que incentivou o sogro a efetuar o pagamento sem que existisse consenso entre os proprietários do terreno, o genro reconheceu ter cometido um erro, mas evitou aprofundar o assunto.
"Cometi um erro, sim. Mas ainda este ano vou pagar a dívida", afirmou.
Entretanto, o sogro diz que ouve a mesma promessa desde 2023 e admite avançar com um processo judicial caso o dinheiro não seja devolvido.
