A escassez de água potável nos bairros de Infulene e Luís Cabral, na região metropolitana de Maputo, levou vários moradores a recorrerem a ligações ilegais ao principal condutor que abastece as cidades de Maputo e Matola.
De acordo com relatos, os residentes utilizaram mangueiras improvisadas para retirar água diretamente da infraestrutura de distribuição, numa prática conhecida popularmente como "welar". A ação reflete o desespero de famílias que afirmam permanecer vários dias sem abastecimento de água nas suas residências, apesar de o condutor continuar a transportar grandes volumes para outras zonas.
Especialistas alertam que estas intervenções ilegais podem reduzir a pressão da rede de abastecimento, provocar perdas significativas de água e aumentar o risco de contaminação, comprometendo a qualidade do serviço prestado à população.
Nos últimos meses, as reclamações sobre cortes prolongados no fornecimento de água em Infulene, Luís Cabral e bairros vizinhos têm aumentado nas redes sociais e junto das autoridades municipais.
Os moradores acusam as entidades responsáveis pela gestão do sistema de abastecimento de falta de comunicação e de ainda não apresentarem soluções eficazes para resolver a situação.
