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Eurodeputado João Oliveira Critica FIFA por Subserviência aos Interesses Políticos dos Estados Unidos no Mundial

 


BRUXELAS — O eurodeputado português João Oliveira lançou duras críticas à FIFA, acusando a organização que tutela o futebol mundial de total subserviência perante os interesses políticos e as exigências da administração norte-americana liderada por Donald Trump. 
Num artigo de opinião publicado na secção de comentários da imprensa escrita, o político defende que o Campeonato Mundial de Futebol se transformou numa "metáfora do mundo atual", onde os valores do desporto foram asfixiados pelo negócio e pela prepotência política.
No texto, datado na sua publicação impressa desta quinta-feira, 16 de julho de 2026, João Oliveira enumera uma série de incidentes que, segundo a sua análise, comprovam o condicionamento desportivo por razões geopolíticas. Entre os episódios apontados, destacam-se o impedimento de entrada de um árbitro somali nos Estados Unidos, o interrogatório de sete horas a um jogador iraquiano, e a revogação de vistos à equipa técnica da seleção do Irão, obrigando a comitiva a realizar deslocações desgastantes entre Tijuana, no México, e os locais dos jogos.
O eurodeputado classifica como "caricatura da atitude de subserviência" a visita do presidente da FIFA ao balneário da seleção iraniana no final do primeiro jogo, rotulando as justificações da organização como "esfarrapadas" para cobrir a iniquidade desportiva que prejudicou o Irão. A crítica estende-se à recente intervenção direta de Donald Trump, que pediu publicamente a despenalização de um jogador norte-americano que havia sido expulso com um cartão vermelho, de forma a garantir a sua presença no jogo crucial contra a Bélgica.
De acordo com o artigo, a postura de Donald Trump ao assumir abertamente pedidos que violam a igualdade competitiva — e a consequente cedência da FIFA à prerrogativa norte-americana — constitui um ato de batota consentida. João Oliveira conclui afirmando que a prepotência e as irregularidades expostas nesta competição servem como um lamentável retrato dos perigos, das ameaças e do egoísmo que marcam a atualidade política global.

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