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Cientistas Redescobrem no Brasil o Maior Animal Sem Pulmões do Mundo

 


Biólogos e investigadores confirmaram a redescoberta em ambiente natural do Atretochoana eiselti, uma espécie rara que detém o título de maior animal conhecido sem pulmões do planeta. 
Ao contrário da perceção popular inicial, o ser vivo não pertence à família das cobras nem das enguias, tratando-se de um anfíbio sem patas (gimnofiono), parente distante dos sapos e das salamandras, que habita o fundo dos rios amazónicos.
A espécie foi descrita pela primeira vez pela ciência em 1968, com base num único exemplar preservado num museu na Áustria. Após esse registo, a comunidade científica internacional passou mais de quatro décadas sem observar qualquer indivíduo vivo, até que engenheiros de uma central hidroelétrica no Rio Madeira, no estado de Rondônia, detetaram seis exemplares ao drenarem um troço do leito do rio para as obras civis.
O maior exemplar alguma vez catalogado atingiu os 80,5 centímetros de comprimento. Sem qualquer estrutura pulmonar, este anfíbio realiza a totalidade das suas trocas gasosas diretamente através da pele, necessitando de águas com correntes rápidas e bem oxigenadas para garantir a sua sobrevivência biológica.
A redescoberta, documentada em publicações de prestígio como a Scientific American e o Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, permitiu aos investigadores atualizar os dados sobre a biodiversidade da bacia amazónica e iniciar novos estudos sobre a fisiologia única deste animal que, até então, só era conhecido por dois exemplares estáticos numa prateleira de museu.

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