Uma carta pública dirigida ao Governador do Banco de Moçambique defende que as elevadas taxas de juro cobradas pelos bancos comerciais representam um obstáculo ao desenvolvimento económico e social do país, apelando a uma intervenção mais firme da autoridade reguladora.
No documento, datado de 5 de julho de 2026, o professor e activista pan-africano dos direitos humanos, Adriano Nuvunga, argumenta que as taxas de juro deixaram de ser apenas uma questão económica e passaram a comprometer o acesso dos cidadãos aos seus direitos económicos e sociais.
Segundo a carta, no dia 3 de julho de 2026, a Prime Rate situava-se em 15,5%, enquanto os juros para crédito à habitação destinado a jovens rondavam os 32%, levantando dúvidas sobre o controlo do spread bancário no país.
O autor considera que as margens praticadas pelos bancos comerciais escapam ao controlo efectivo do regulador, travando o investimento, penalizando famílias e empresas e dificultando o desenvolvimento nacional.
A carta defende ainda que o Banco de Moçambique deve desempenhar um papel mais activo não apenas no controlo da inflação, mas também na garantia de um sistema financeiro que sirva a economia e os cidadãos. O documento termina com um apelo para que o banco central adopte medidas que contribuam para reduzir os custos do crédito praticados pela banca comercial.
