O Secretário de Estado na Província do Niassa determinou a suspensão imediata das actividades de exploração de recursos faunísticos de algumas empresas privadas e da Direcção de Administração da Reserva Especial do Niassa, alegando falta de colaboração com as comunidades locais e fraca intervenção na prevenção do conflito entre seres humanos e fauna bravia.
A medida abrange a Sociedade Búfalo Safaris, que opera no distrito de Majune, a Sociedade Nhalikanga, em Marrupa, a WCS em Mecula, bem como toda a Direcção de Administração da Reserva Especial do Niassa.
O anúncio foi feito esta segunda-feira, em Lichinga, durante uma reunião com operadores faunísticos que desenvolvem actividades na província, com destaque para a Reserva Especial do Niassa.
Na ocasião, o Secretário de Estado, Silva Livone, explicou que a decisão resulta do alegado incumprimento dos compromissos assumidos pelos operadores na mitigação do conflito homem-fauna bravia, situação que tem provocado perdas humanas e destruição de campos agrícolas nas comunidades próximas das áreas de conservação.
A autoridade provincial advertiu ainda que, caso as entidades continuem a privilegiar a protecção da fauna em detrimento da segurança e do bem-estar das populações, o Governo poderá adoptar medidas mais severas contra os operadores visados.
