O Tribunal da Comarca de Luanda (TCL) inicia nesta sexta-feira, 26 de junho, o julgamento de Gerson Quintas, conhecido por “Man Genas”, num processo que envolve alegadas ofensas ao Presidente da República de Angola, João Lourenço, e acusações feitas contra altas patentes da Polícia Nacional, do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e das Forças Armadas Angolanas (FAA).
Segundo o Ministério Público, o arguido utilizou as redes sociais, em 2023, para denunciar um suposto envolvimento de membros das referidas instituições em atividades de tráfico de drogas. As autoridades afirmam que as alegações foram alvo de investigação, mas que não foram encontradas provas que confirmassem as acusações.
“Man Genas” foi deportado de Moçambique para Angola em fevereiro de 2024, após ter sido considerado em situação migratória irregular. Desde então, o ativista tem estado envolvido em diversos processos judiciais.
Em outubro de 2025, foi condenado a três anos e seis meses de prisão por difamação contra o antigo ministro do Interior, Eugénio Laborinho. No mesmo processo, a sua esposa, Clemência Suzete Vumi, foi condenada a três anos de prisão, pena que ficou suspensa por igual período.
O casal volta agora a comparecer perante a justiça para responder às acusações relacionadas com alegado ultraje ao Estado. O caso continua a atrair atenção pública e a alimentar o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade legal pelas declarações divulgadas nas plataformas digitais.
