O polémico caso da residência penhorada devido a uma dívida inicialmente avaliada em cerca de 100 mil meticais, mas que alegadamente cresceu para mais de 800 mil meticais, conheceu esta Quarta-feira , em Matendene, Cidade de Maputo, um novo e dramático capítulo.
A proprietária foi oficialmente despejada da sua própria casa na presença de agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
A operação, realizada sob forte aparato policial, gerou revolta entre moradores e familiares, que assistiram impotentes à retirada da senhora da residência que, segundo afirmam, representa o único património da família.
No centro da controvérsia está uma acusação que está a chocar: o filho da proprietária terá usado a casa da mãe como garantia para contrair uma dívida sem o consentimento da mesma. O negócio acabou por desencadear uma longa batalha judicial que culminou agora na perda do imóvel.
Informações preliminares indicam que o caso está também sob investigação criminal, existindo suspeitas de falsificação documental e burla. O SERNIC procura apurar se a proprietária tinha conhecimento da utilização do imóvel como garantia ou se foi vítima de um esquema montado por terceiros.
A presença da UIR no local aumentou ainda mais a indignação popular. Para muitos, a imagem de agentes fortemente equipados a acompanhar o despejo de uma mulher idosa simboliza uma justiça que, alegadamente, protege credores enquanto deixa famílias vulneráveis sem proteção.
