Um homem de 38 anos de idade perdeu a vida na madrugada de segunda-feira, no bairro Samora Machel, na cidade de Chimoio, província de Manica, após ingerir uma substância tóxica, alegadamente na sequência de problemas conjugais.
Segundo informações apuradas, a esposa da vítima abandonou a residência na sexta-feira da semana passada e regressou à casa dos pais, depois de mais um desentendimento no seio do casal. Ao regressar à residência e constatar a ausência da esposa e dos filhos, o homem terá entrado em estado de profunda tristeza.
De acordo com familiares, no domingo a vítima adquiriu um produto tóxico utilizado para o controlo de roedores e ingeriu a substância. Apesar de ter sido socorrida e encaminhada ao Hospital Provincial de Chimoio, não resistiu, tendo o óbito sido declarado na madrugada de segunda-feira.
A irmã da vítima, Rosinha Viegas, revelou à Rádio Comunitária GESOM que a família foi surpreendida pela notícia, uma vez que havia falado com o irmão pouco antes do ocorrido, sem notar qualquer sinal de que estivesse a enfrentar uma situação tão grave.
Por sua vez, o sogro da vítima relatou que a filha procurou abrigo na casa dos pais devido a alegados episódios recorrentes de violência doméstica associados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas por parte do marido.
Segundo o sogro, no domingo o genro entrou em contacto telefónico com a esposa e fez algumas recomendações relacionadas com a residência e os filhos, sem revelar claramente as suas intenções.
Vizinhos ouvidos pela reportagem referiram que o relacionamento do casal era marcado por conflitos frequentes e que não era a primeira vez que a mulher deixava o lar para regressar à casa dos pais.
Perante o sucedido, o especialista em educação Pedro Francisco apelou à sociedade para que procure apoio e diálogo sempre que enfrentar problemas familiares ou emocionais, sublinhando a importância de recorrer à família, amigos, líderes comunitários ou profissionais capacitados para encontrar soluções.
O caso volta a chamar a atenção para a necessidade de reforçar o apoio psicológico e social às pessoas que enfrentam conflitos familiares, depressão ou outras situações de sofrimento emocional.
