
O escândalo das dívidas ocultas acaba de conhecer mais um capítulo explosivo desta vez favorável ao Estado moçambicano.
O Grupo Privinvest perdeu o recurso que tentava travar a condenação imposta pelos tribunais de Londres, depois de falhar o cumprimento de uma exigência considerada crucial: o depósito da caução determinada pelo tribunal britânico.
Na prática, a derrota processual transforma em definitiva a sentença de julho de 2024, que condenou o conglomerado empresarial a indemnizar o Estado moçambicano em cerca de 1,9 mil milhões de dólares norte-americanos, um dos maiores valores já associados a um processo de corrupção envolvendo África.
A decisão representa uma vitória estratégica para o Estado moçambicano, representado pela Procuradoria-Geral da República, que há anos trava uma batalha jurídica internacional para responsabilizar os envolvidos no esquema das chamadas “dívidas ocultas”.
Enquanto celebra se os mil milhões à caminho de Moçambique com a derrota da Privinvest como um passo histórico para a recuperação financeira do País, surgem questionamentos sobre o benefício directo que a população verá, depois de anos de crise económica, austeridade, inflação e destruição da confiança internacional.
Fonte Ecotv