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BANCO DE MOÇAMBIQUE MANTÉM TAXA MIMO EM 9,25% E APERTA RESERVAS OBRIGATÓRIAS

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, a taxa MIMO, em 9,25%, devido às elevadas incertezas globais provocadas pelo conflito no Médio Oriente e ao seu impacto directo nos preços internacionais e domésticos dos combustíveis e alimentos.  

Para conter a liquidez excedentária no sistema bancário e travar a pressão inflacionária, o regulador aumentou de forma expressiva o coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional, que disparou de 29,0% para 39,0%, optando por manter a taxa em moeda estrangeira fixada em 29,5%. 

A inflação anual acelerou para 4,4% em Abril e o banco central já reviu as projecções em alta, alertando que o custo de vida pode atingir os dois dígitos a curto e médio prazo caso as tensões internacionais se prolonguem.  

No cenário doméstico, os riscos económicos são agravados pelo lento ritmo de reposição produtiva após as inundações que fustigaram o País no primeiro trimestre e pelo crescimento do risco fiscal do Estado. 

A dívida pública interna fixou-se em 493,1 mil milhões de meticais, registando um aumento de 18,5 mil milhões desde Dezembro de 2025.  

O Governador Rogério Zandamela adverte que a permanência de atrasos crónicos nos pagamentos do Estado a credores e bancos nacionais afecta severamente a liquidez do mercado financeiro e penaliza a avaliação de risco de Moçambique. 


#tvmiramar 

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