Em entrevista ao jornal espanhol El País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou ações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump e a tolerância das organizações internacionais com guerras.
Questionado sobre como definiria a presidência de Trump, Lula define que o norte-americano "joga um jogo muito equivocado". Para o líder brasileiro, ele "parte da premissa de que a força econômica, militar e tecnológica americana determina as regras do jogo".
"O Trump não tem o direito de acordar de manhã, achar que pode ameaçar um país. Não tem direito. Ele não foi eleito para isso. O mundo não lhe dá direito disso. A Constituição Americana não garante isso e muito menos a carta da ONU", disse Lula.
Durante a entrevista, o presidente também comentou a ação dos Estados Unidos na Venezuela em janeiro. A operação resultou na captura de Nicolás Maduro, que segue preso em Nova York.
Afirmou que as lideranças políticas globais devem assumir uma posição de defesa da paz e que "é como se o mundo fosse um navio à deriva" sem a ação de instituições multilaterais. "Chegou o momento de redefinir as Nações Unidas para retomar a credibilidade, porque se não, Trump tem razão".
O presidente brasileiro disse que a posição brasileira marcada por soluções diplomáticas protegem o país. "Eu me considero seguro porque minha disputa com qualquer país do mundo não é pela guerra. Nós queremos, da forma mais civilizada do mundo, negociar numa mesa de negociação. Nenhum país tem o direito de não respeitar a soberania dos outros países. Se isso prevalecer, o mundo volta a ter paz." ( CNN Brasil).
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