Uma família denuncia um alegado caso de irregularidades graves envolvendo a direção de um estabelecimento prisional de máxima segurança, onde um recluso permanece detido desde 2013.
De acordo com os familiares, o Damião Eugénio Mula de 39 anos em causa foi condenado a uma pena de 12 anos de pr!são, a qual terá cumprido integralmente até ao presente ano. No entanto, apesar de já ter direito à liberdade, a direção do estabelecimento prisional recusa-se a efetivar a sua soltura.
A justificativa apresentada pelas autoridades prisionais levanta ainda mais dúvidas: segundo a direção, o recluso teria saído da cadeia em 2018 para, alegadamente, cometer um crime de rapto nas imediações da Avenida Eduardo Mondlane, tendo sido posteriormente condenado a mais 24 anos de prisão.
A família contesta fortemente esta versão, questionando como um detido em regime de máxima segurança poderia sair do estabelecimento sem conhecimento das autoridades. “Se isso realmente aconteceu, exigimos provas, incluindo imagens das câmaras de vigilância, já que o local é altamente monitorado”, afirmam.
Os denunciantes exigem também a responsabilização do diretor da cadeia e de todos os agentes de serviço no período em que o suposto incidente ocorreu, caso se confirme qualquer irregularidade.
“Pedimos justiça. Se for verdade que ele saiu para cometer cr!mes, então isso significa que há um esquema dentro da cadeia”, acrescentam, apelando à intervenção urgente das autoridades competentes.
A família afirma ainda já ter recorrido a apoio jurídico, mas sem sucesso, alegando elevados custos e falta de respostas concretas.
O caso levanta sérias preocupações sobre a segurança e transparência no sistema penitenciário, exigindo investigação aprofundada por parte das entidades responsáveis.
A questão que não quer Calar, é Oficial que os hospedes da Cadeia de Máxima Segurança saem para cometer mais atrocidades?
