
O Governo prepara um pacote de medidas para amortecer a subida dos preços dos combustíveis, motivada pelo conflito no Médio Oriente, que fez disparar a factura de importação entre março e abril.
O Executivo e as gasolineiras já analisam o próximo reajuste, devido ao aumento dos custos de importação, que atingiram mais de 230 milhões de dólares, muito acima da média de 80 milhões, tornando a factura mais pesada para os importadores, que poderão repassar o custo ao consumidor final.
Felisbela Cunhete, Directora Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, diz que o Governo continua a monitorar a evolução do mercado e assegura que o país possui contratos de fornecimento até 2027, evitando qualquer crise de abastecimento, mas afirma que "os impactos de importarmos a um preço mais alto obviamente se reflectirão no mercado doméstico".
Diante deste cenário, o Governo já ensaia medidas para mitigar o impacto da subida dos preços, a serem anunciadas em breve. Entre as acções previstas está a possibilidade de subsídio ao transporte público.
Felisbela Cunhete acrescenta: “neste momento seria precipitado fazer previsões sobre tendências, mas vamos monitorar e acompanhar o que acontece no mercado”.
A informação foi avançada esta quinta-feira, em Maputo, durante um encontro com jornalistas, com a participação da Autoridade Reguladora de Energia, IMOPETRO e gasolineiras.
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