Moçambique continua a ensinar milhares de crianças “debaixo do céu”. Dados recentes do Governo revelam que cerca de 10.500 turmas ainda decorrem ao ar livre, um número que, levanta sérias questões sobre a educação de qualidade no País.
Apesar de o Executivo reconhecer a gravidade da situação, sobretudo em Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo, a resposta continua a assentar em soluções provisórias como tendas medidas que, na prática, apenas mascaram um problema estrutural antigo.
Quando chove, não há aulas. Quando faz calor extremo, não há condições. E quando o tempo permite, aprende-se como for possível.
Os números não param de crescer. Em 2025 eram cerca de 8.500 turmas ao relento. Hoje são mais de 10 mil.
A destruição de escolas pelas cheias agravou o cenário, mas não o criou. A crise expõe décadas de fragilidade no planeamento e na execução de políticas públicas no sector da educação. Enquanto isso, milhares de alunos continuam a estudar sem paredes, sem proteção e, muitas vezes, sem esperança de mudança.
Fonte ECOTV
