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João Matlombe avisa que haverá mais detenções na LAM

 


O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, revelou, há dias, que mais pessoas serão detidas por suspeitas de cometimento de crimes que têm vindo a arruinar a situação económica, financeira e imagem da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

As declarações, feitas em entrevista à Rádio Moçambique, chegam um mês depois da detenção de alguns ex-funcionários da companhia aérea moçambicana. “Ainda vamos ter situações como essas (…), tendo em conta os relatórios de auditoria forense”, garantiu o titular da pasta dos transportes.

Segundo o governante, a auditoria realizada, em 2025, constatou situações puníveis, que os gestores anteriores não tiveram a coragem de resolver, responsabilizando os implicados. “No ano passado, fizemos uma auditoria forense à LAM. O que nós constatamos ao nível da auditoria é resultado do processo de muitos anos, que também os gestores que estiveram lá encontraram e, infelizmente, não houve coragem de cortar. Nós estamos a fazer o esforço de cortar”, disse o ministro, falando no programa “Cartas na Mesa”.

Aliadas às pessoas suspeitas, estão, segundo o ministro, muitas firmas que receberam somas de dinheiro, sem, porém, prestar serviço. “São várias empresas que encontramos, muitas delas que nunca prestaram serviços e é papel do Ministério Público proteger os interesses do Estado”, disse Matlombe.

De acordo com uma publicação da Carta de Moçambique, o administrador-executivo do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Raimundo Matule, explicou que as detenções se enquadram no processo de reestruturação, em que a LAM se encontra até 2032.

“As detenções fazem parte da reestruturação das empresas. Quem viola a Lei neste país é responsabilizado. A LAM está no processo de reestruturação, que vai até 2032. Vai passar por várias fases de reestruturação. Começamos com a primeira fase, que chamamos fase de emergência. Depois irá seguir-se a fase de estabilização e, por fim, a fase de desenvolvimento e expansão. É um programa de médio e longo prazo”, disse Matule à margem de premiações da Bolsa de Valores de Moçambique.

Com essas detenções, no âmbito da reestruturação, o gestor assegurou que a LAM voltará a ser uma empresa saudável, económica e financeiramente. As primeiras cinco detenções, este ano, ocorreram no dia 26 de Fevereiro passado, movidas pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC). Dos cinco, o destaque vai para João Carlos Pó Jorge, ex-director-geral da LAM, no âmbito de investigações relacionadas com alegados crimes de má gestão, peculato e corrupção.

Além de Pó Jorge, que liderou a companhia durante cerca de seis anos, foram igualmente detidos Hilário Tembe, antigo director das operações, e Eugénio Mulungo, responsável pela Tesouraria da empresa. Um outro alto executivo foi também detido, cuja identidade ainda não foi revelada pelas autoridades

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