O empresário Abdul Gafur Gulamo, detido em território português por diversos crimes, foi extraditado para Moçambique esta quarta-feira. À sua chegada ao Aeroporto Internacional de Maputo, o arguido foi recebido por um forte aparato policial, que assegurou a sua escolta directa para as instâncias competentes.
Segundo apurado pela Miramar, Gulamo é o principal rosto de uma investigação que aponta para a transferência ilícita de cerca de 140 milhões de dólares entre os anos de 2019 e 2022.
De acordo com o processo, o esquema envolvia a criação de pelo menos oito empresas de fachada, que nunca exerceram actividade real, servindo exclusivamente como veículos para a lavagem de dinheiro.
As investigações indicam que o empresário operava com a conivência de diversos actores, incluindo agentes bancários, alfandegários e fiscais. O esquema de branqueamento de capitais, visava ocultar a origem dos fundos e contornar os mecanismos de controlo financeiro do Estado para posterior transferência bancária internacional.
Após a entrega às autoridades moçambicanas, espera-se que o acusado seja apresentado ao juiz de instrução criminal já nesta quinta-feira, para o primeiro interrogatório judicial.
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