O povo congolês está em choque e profundamente revoltado após a detenção do médico David Balangakayi, também pastor da Igreja Mensagem, acusado de exercer violência física contra uma paciente no período pós-parto, no Hospital Geral de Referência de Kinkole, em Kinshasa. A indignação cresceu nas redes sociais após a circulação de imagens consideradas chocantes do incidente.
A detenção ocorreu na quinta-feira, na sequência de uma queixa apresentada pela organização Sauvons la Corporation Médicale (SCM), que denunciou a gravidade da situação às autoridades competentes. Segundo a denúncia, a paciente, que apresentava lacerações após o parto e necessitava de cuidados urgentes para controlar uma hemorragia, foi submetida a atos considerados violentos, provocando forte reação popular.
Em resposta ao caso, o Ministro da Saúde, Dr. Roger KAMBA, instruiu a Inspecção-Geral da Saúde a tomar medidas rigorosas contra Balangakayi, determinando que ele seja excluído da Ordem dos Médicos e nunca mais exerça a medicina na RDC. O ministro afirmou:
"Esta pessoa não pode mais atender pacientes porque todas as faltas éticas estão resumidas neste vídeo insuportável. Não se pode filmar um paciente, sobretudo numa situação de total nudez. O papel do médico é compreender e assistir, não infligir sofrimento. Fui firme: esta pessoa nunca mais exercerá medicina."
O Conselho Nacional da Ordem dos Médicos e o Conselho Urbano de Kinshasa conduzem agora investigações formais para apurar os factos, enquanto a SCM reforça que o comportamento de Balangakayi constitui uma violação grave do código de ética médica.
A detenção do médico e pastor surge como um sinal firme da autoridade sanitária congolense para proteger os pacientes e restaurar a confiança da população no sistema de saúde, que continua sob escrutínio.
Nota: Para os leitores que ainda não tiveram acesso às imagens relacionadas com o caso, consulte o vídeo no link abaixo:
👉🏽 https://www.facebook.com/reel/2362061944206394/?app=fbl
