Um grupo de cidadãos moçambicanos manifesta crescente indignação face às frequentes recusas de vistos de turismo para Portugal e exige a devolução dos valores pagos em caso de indeferimento dos pedidos.
A reivindicação foi dirigida à Embaixada de Portugal em Maputo e ao Consulado-Geral de Portugal em Maputo, numa carta aberta endereçada ao embaixador Jorge Manuel da Cunha Monteiro e à cônsul-geral Maria Manuel Morais e Silva.
No documento, os cidadãos alegam que muitos candidatos cumprem todos os requisitos exigidos, incluindo comprovativos financeiros, reservas de alojamento, cartas-convite e provas de vínculo ao país, mas ainda assim enfrentam recusas consideradas pouco claras ou insuficientemente fundamentadas.
Além da exigência de reembolso das taxas em caso de recusa, os subscritores denunc!am alegados maus-trat0s por parte de funcionários consulares, apontando situações de frieza, discrim!nação e desrespeito no atendimento, o que, segundo afirmam, tem gerado sentimentos de hum!lhação entre os requerentes.
Outro ponto levantado prende-se com o acesso limitado aos serviços consulares, que obriga muitos cidadãos a recorrer a intermediários, implicando custos adicionais que agrav4m as perdas financeiras quando os vistos são recusad0s.
Os signatários sublinham ainda que nem todos os moçambicanos pretendem emigrar para Portugal, defendendo que muitos solicitam vistos apenas para turismo, visitas familiares ou participação em eventos.
Entre as principais exigências apresentadas estão maior transparência nos critérios de decisão, fundamentação clara das recusas, revisão das taxas cobradas, criação de mecanismos de reembolso ou compensação, melhoria no acesso aos serviços e tratamento digno aos utentes.
Os cidadãos alertam que, caso não haja abertura para diálogo e melhorias no processo, poderão avançar com uma man!festação pacífica e legal em frente às instalações diplomáticas portuguesas em Maputo, como forma de pressionar por mudanças.
