Pelo menos 69 pessoas morreram e outras 89 ficaram feridas, na sequência de um ataque aéreo contra um hospital universitário na região de Darfur, no norte do Sudão, segundo a Organização Mundial da Saúde.
O bombardeamento, ocorrido na última sexta-feira, atingiu directamente a unidade sanitária, provocando vítimas entre profissionais de saúde e pacientes, além de destruir equipamentos e medicamentos.
A OMS denunciou a gravidade do ataque, alertando para o risco de agravamento da crítica situação humanitária naquele país.
A região de Darfur, sob forte influência das Forças de Apoio Rápido, tem sido palco de confrontos intensos. O exército sudanês tem intensificado operações militares com o objectivo de retomar o controlo do território.
Nos últimos meses, registou-se uma escalada de ataques com drones contra infraestruturas civis, incluindo hospitais e escolas, gerando crescente condenação internacional. Enquanto os paramilitares responsabilizam o exército pelo ataque, as forças governamentais negam qualquer envolvimento.
De acordo com dados das Nações Unidas, o conflito no Sudão provocou mais de 40 mil mortos. Entre estes, mais de duas mil pessoas perderam a vida em ataques contra unidades de saúde. No entanto, organizações não-governamentais alertam que o número real de vítimas poderá ser significativamente superior.
