O político moçambicano António Muchanga submeteu no Palácio da Justiça, na cidade de Maputo, uma contestação formal contra a sua suspensão do partido RENAMO, recusando a decisão e recorrendo aos tribunais para tentar reverter a medida.
Durante a sua intervenção, Muchanga afirmou que o partido necessita de uma “limpeza profunda”, alertando que, caso seja necessário, o Gabinete Central de Combate à Corrupção deverá ser chamado para investigar alegados desvios de fundos dentro da organização.
Questionado sobre uma eventual candidatura à presidência do maior partido da oposição em Moçambique, o político declarou que, antes de qualquer disputa interna, é necessário realizar uma “vassourada”, expressão usada por si para defender o afastamento de membros que, segundo afirmou, estariam interessados apenas em “comer o dinheiro do povo”.
As declarações de Muchanga, marcadas por um tom firme e crítico, voltam a expor tensões internas no seio da RENAMO, numa altura em que aumentam as críticas relacionadas com a gestão e a transparência financeira dentro da formação política.
Fonte ECOTV
