
O bairro Contamina, na cidade de Quelimane, província da Zambézia, vive dias de profunda angústia e insegurança. Familiares de duas pessoas com albinismo denunciam o suposto rapto das mesmas, que se encontram fora do convívio familiar há cerca de dois meses.
Entre as vítimas está uma mulher, mãe de quatro filhos, cujo paradeiro desconhecido está a causar uma onda de comoção e medo entre os residentes locais.
Segundo o relato dos familiares, o desaparecimento ocorreu após as vítimas se terem deslocado ao distrito de Derre. A viagem teria sido motivada pela busca de tratamento médico tradicional, por indicação de um conhecido da família.
Desde que partiram para essa consulta, todos os canais de comunicação foram cortados, e as vítimas nunca mais foram vistas, transformando a esperança de cura num cenário de incerteza e dor.
A família suspeita que o desaparecimento esteja directamente ligado à condição genética das vítimas. Em Moçambique, pessoas com albinismo têm sido historicamente alvo de crimes hediondos, alimentados por mitos e superstições que levam à perseguição e tráfico de órgãos para fins de feitiçaria.
Esta vulnerabilidade extrema faz com que a comunidade do bairro Contamina considere o caso alarmante, temendo que se trate de mais um episódio de violência selectiva contra este grupo social.
Perante a gravidade das denúncias, a Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia mantém uma postura cautelosa. As autoridades policiais afirmaram que ainda não dispõem de esclarecimentos adicionais que possam confirmar o rapto ou indicar a localização exacta dos desaparecidos.
Contudo, a corporação garantiu que estão a ser efectuadas diligências e prometeu avançar com informações detalhadas nos próximos dias, enquanto a tensão aumenta entre os moradores que exigem celeridade e protecção.
Fonte SIX TV