É viúva há 12 anos, Betty Mbereko apresentou uma justificação invulgar para a relação, que dura há três anos. Segundo a mulher, após a morte do marido, ela lutou sozinha para educar o filho sem o apoio da família.
“Lutei sozinha para mandar o meu filho para a escola. Agora que ele trabalha, acusam-me de algo errado? Deixem-me desfrutar dos frutos do meu suor”, declarou Betty perante as autoridades tradicionais, referindo que prefere o filho aos cunhados, que alegadamente a cobiçavam.
Farai Mbereko, o filho, mostrou-se determinado em seguir com o matrimónio. O jovem afirmou que irá assumir a responsabilidade pela gravidez da mãe para evitar que ela seja rotulada de promíscua. Mais surpreendente ainda, Farai prontificou-se a pagar o remanescente do Lobolo (preço da noiva) que o seu falecido pai não chegou a liquidar aos avós maternos.
A comunidade local reagiu com horror. O chefe tradicional, Nathan Muputirwa, condenou veementemente a união, classificando-a como um “mau presságio” (mashura chaiwo.
O líder local lamentou as limitações das leis modernas, afirmando que, em tempos antigos, o castigo para tal acto seria a morte. Perante a impossibilidade de aplicar penas ancestrais devido à intervenção policial, o chefe Muputirwa deu um ultimato ao casal: ou anulam o “casamento” imediatamente, ou serão expulsos definitivamente da aldeia.
Fonte Folha de Maputo
