A jovem moçambicana Helda Joanyta, de 28 anos, faleceu em Portugal na sequência da tempestade Kristin, que atingiu o território nacional nos últimos dias, provocando um rasto de destruição e várias vítimas mortais.

Helda Joanyta tinha chegado a Portugal há cerca de 15 dias, movida pelo sonho de construir uma nova vida na Europa, à procura de melhores oportunidades e de um futuro mais promissor. No entanto, o seu projecto de vida foi abruptamente interrompido por um fenómeno climático extremo que assolou o país.

A notícia da sua morte gerou choque, dor profunda e incredulidade entre familiares, amigos e conhecidos, que descrevem Helda como uma jovem determinada, trabalhadora e cheia de esperança. Nas redes sociais, multiplicam-se mensagens de luto e solidariedade, tanto em Moçambique como junto da comunidade moçambicana na diáspora.

Entre os dias 22 e 28 de Janeiro, Portugal continental foi atingido por três tempestades consecutivas — Ingrid, Joseph e Kristin. Esta última foi considerada a mais severa, tendo provocado pelo menos dez mortes e elevados prejuízos materiais, sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém, onde se registaram inundações, quedas de árvores e danos em diversas infra-estruturas.

A morte de Helda Joanyta reacende o debate sobre os riscos enfrentados por migrantes recém-chegados e representa mais um episódio trágico na história de jovens africanos que partem em busca de sonhos e acabam surpreendidos por circunstâncias imprevisíveis e fatais.