
Desde 1986, Yoweri Museveni governa o Uganda. Quase quatro décadas depois, o Estado transformou-se numa verdadeira árvore genealógica do poder, onde cargos militares, políticos e administrativos circulam entre familiares diretos e próximos do presidente.
No Uganda de Museveni, o nepotismo não é exceção. É sistema.
🔹 Janet Museveni, esposa – Ministra da Educação
🔹 Muhoozi Museveni, filho – Chefe das Forças de Defesa
🔹 Khadizer Museveni, filho – Comandante-geral do Exército
🔹 Salim Saleh, irmão – Conselheiro Presidencial
🔹 Bright Rwamirama, irmão – Ministro da Indústria Animal
🔹 Shedrack Nzeire, meio-irmão – Conselheiro Sénior para Defesa
🔹 Natasha Museveni, filha – Assistente Presidencial da Casa do Estado
A lista estende-se a cunhados, sobrinhos, primos e sogros, ocupando áreas sensíveis como segurança, diplomacia, inteligência, finanças e administração pública. O Estado confunde-se com a família. A República funciona como herança.
Num país onde se realizam eleições, mas o poder nunca muda de mãos, a pergunta impõe-se:
é uma democracia ou uma monarquia disfarçada?
Quando o sobrenome pesa mais do que o voto, o problema já não é apenas político.
É estrutural.